Tentando evitar a exposição de sua figura na Medina, a presidenta do Flamengo, Patrícia Amorim, pediu afastamento das funções do departamento de futebol, alegando estresses causados pela crise no clube. Crise que começou com a saída de Zico e culminou com a saída de Luxemburgo.
Acumulando dois cargos, de presidenta do clube e diretora do departamento de futebol, Patrícia resolveu nomear um novo vice presidente de futebol do clube: Paulo César Coutinho assumirá o cargo para preservar a boa imagem de Patrícia. Outros dois cargos precisam ser supridos: diretor executivo e supervisor técnico. Patrícia deixou a escolha do diretor executivo a cargo de Paulo.
As bombas sempre estouravam no colo da presidenta e isso, segundo ela, nunca é legal. E continuou o desabafo:
"Estou aqui para resolver as coisas, mas em última instância.
Precisamos ter um responsável por essa ligação
com o departamento de futebol.
Tenho certeza que o Coutinho
fará isso da melhor maneira possível.
Continuo acompanhando tudo,
mas ciente de que tenho uma pessoa capaz
de resolver todos os problemas que possam surgir"
(Patricia Amorim)
Num primeiro momento a declaração acima é nítida em revelar que Patrícia precisa de um Help para continuar no comando do clube. Contudo, num segundo momento, soa como um atestado de incompetência administrativa.
Ora, ela é a última instância, o voto de Minerva e assim, fica mais fácil contornar a Medina sem ser vista. Ela atesta mais ainda a incompetência ao afirmar que acompanha tudo, mas que outro irá resolver os problemas que possam surgir, e mais, esse outro é uma pessoa capaz de resolver os problemas.
Bom se ela não é capaz de resolver problemas, já provou que é capaz de criá-los. Zico que o diga. Luxemburgo que o diga. Fez desmandos e mais desmandos e agora desmanda a si mesma de toda e qualquer responsabilidade de resolver as coisas, a menos que sejam em última estância.
Joel Santana que se cuide ou vai ouvir em última instância: You está out, pode to be agora, tá.
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