quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

EGITO: O PREÇO DE UMA COMEMORAÇÃO.

                Era para ser um momento feliz. Uma virada contra o maior rival de um time. Era para ser um momento de vibração, de orgulho. Um feito importante para milhares de torcedores que vivem o caos político no país.

                Nós, brasileiros, já vimos muitas invasões de campo, antes, durante e depois de uma partida de futebol. Já vimos cenas horríveis protagonizadas por torcedores que vão ao estádio para arrumar confusão.

                Já vimos brigas dentro de campo quando os jogadores perdem o senso da profissão e passam a ver ofensas, onde há genialidade; ver provocação, onde há a criatividade.

                Tudo muda quando a bola para. Tudo fica vago, distante quando a bola perde. Tudo fica estranho quando a bola some de campo, ou fica ofuscada por atos que não condizem com a prática esportiva.

                74 mortos. Centenas de feridos. Um país em crise que busca uma democracia e tem muito a aprender. Mas pelo menos duas atitudes de bom senso: o cancelamento de outro jogo, quando souberam da barbárie em Port Said e o cancelamento do campeonato por tempo indeterminado pelas autoridades governamentais egípcias.

                Um povo que é considerado pela arquitetura, pela medicina avançada, numa época antiga. Um povo que vive hoje coisas que outros já viveram: a luta para ser alguém dentro do seu próprio país.

                Não foi o futebol. Não foi a provocação de torcedores rivais. Foi tudo o que ficou guardado por anos de ditadura nos corações do povo egípcio.

                O Futebol Paixão está de luto pelas vítimas, pelo futebol, pela democracia, por um povo que com certeza, irá repensar o que é ser torcedor de futebol e descobrirá que a dona da festa é a bola.


TORCER POR UM TIME DE FUTEBOL NÃO FAZ VOCÊ SER MELHOR OU PIOR DO QUE NINGUÉM.

Nenhum comentário:

Postar um comentário