A Taça São Paulo de Futebol Júnior é um torneio onde os times das regiões sul e sudeste do Brasil, dominam sem dificuldade. São 23 títulos para os paulistas, 8 para os cariocas, 5 para os mineiros, 4 para os gaúchos e um título para os catarinenses.
Os times das outras regiões do país mal conseguem passar da primeira fase do torneio. Os clubes que investem nas categorias de base ainda não têm retorno em termos de títulos, mas por vezes, têm retorno financeiro na venda de jogadores que se destacam na competição.
Talvez seja só isso que alguns clubes queiram: o retorno financeiro e não o retorno do reconhecimento de um planejamento bem elaborado, com estrutura que ofereçam aos jovens jogadores condições de desenvolverem todo o seu talento, com a contratação de técnicos engajados no trabalho com essa categoria.
Os times que preparam melhor seus futuros craques ganham na venda do jogador, ou no empréstimo, e ganham na exposição do nome do clube na mídia. Como vemos no caso do jogador de Rondonópolis (MT), Valdívia. Os que desprezam essa categoria, voltam cedo para casa, humilhados, como foi o caso do Palmas (TO), que levou 22 gols em três jogos, sem marcar nenhum, e sem revelar nenhum nome sequer.
A perda é dupla. Perde o clube que não gera talentos. Perde os meninos que poderiam ser mais bem trabalhados para mostrarem o seu talento.
Para muitos, foi a última chance de conseguir ser jogador de futebol, pois acima dessa categoria, só a profissional. Para outros, que ainda sonham, passarão novamente pelas fases que classificam o clube. Vão suar de novo a camisa, mas sem ter muitas perspectivas de conseguir apresentar todo o seu potencial. Talvez, por isso, o individualismo exagerado de alguns jogadores ocorra.
Os times do sul e do sudeste encaram a competição como um campeonato brasileiro. Mais do que ganhar dinheiro com os jovens talentos procuram mostrar que são fortes em todas as categorias e economizam em contratações de outros jogadores, aproveitando os meninos nos times profissionais. Exemplo disso é o jogador Denner do Corinthians que foi Campeão Brasileiro de 2011, e que já está cotado para integrar o time profissional em 2012.
Tomara que no ano que vem os times das outras regiões do país se preocupem mais com isso. Se preocupem em dar condições de viagem. Lembra-se de caso do Ji-Paraná (RO), acompanhado em sua jornada ida e volta por um programa esportivo? Essa é a realidade da maioria dos clubes das regiões Norte e Nordeste.
A Taça São Paulo, inicialmente criada apenas para comemorar o aniversário da capital paulista, há muito ganhou importância e destaque mundial. Os olheiros do mundo do futebol observam os jogadores com cifrões nos olhos. E os meninos sonham em conquistar um lugar num grande time... do sul ou do sudeste.
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