É evidente que eu não poderia deixar de escrever algo sobre a decisão de Marcos, Goleiro palmeirense, em pendurar as luvas e encerrar a sua carreira futebolística. Goleiro com G maiúsculo sim! Um dos melhores goleiros que eu já vi jogar no futebol mundial. Compará-lo com qualquer outro é injusto. Marcos é único. É simples. É direto.
Marcos é prata da casa palmeirense. Começou a mostrar seu talento na Taça São Paulo de Futebol Júnior. Chegar ao time titular do Palmeiras não foi mera conseqüência, foi mérito mesmo.
Por 20 anos dedicou-se ao Palmeiras com garra e determinação. E ganhou o carinhoso apelido de São Marcos devido às inúmeras defesas consideradas milagrosas. Marcos não fazia milagres no gol. Não fazia tipo. Fazia o melhor de si.
Foi pentacampeão mundial jogando pela seleção brasileira; foi campeão da Taça Libertadores; foi campeão brasileiro na primeira e na segunda divisão. Foi campeão da Copa América; foi campeão da Copa das Confederações. Foi o cara que eliminou, por duas vezes, o Corinthians da Taça Libertadores. Marcos era uma muralha. Era a segurança da zaga palmeirense nos anos 90.
Foram cerca de 530 jogos pelo Palmeiras e é o sétimo jogador que mais atuou pelo clube. Contam que por 671 vezes ele não conseguiu evitar gols contra o Palmeiras. Mas ninguém tem em conta quantos outros gols ele pode evitar.
Marcos deixa o futebol de cabeça erguida. De alma lavada. Tão decente quanto quando começou a jogar com a camisa do Palmeiras.
Obrigada Marcos por me dar o prazer de te ver jogar.
Foto: banco de dados do Google

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